Menopausa é a fase da vida da mulher onde ocorre a suspensão da produção ovariana dos hormônios esteróides ou sexuais. Nesta fase podem ocorrer várias transformações no organismo da mulher, dentre elas o surgimento de fenômenos vasomotores que produzem fogachos ou ondas de calor. Outros sintomas psicológicos como depressão, ansiedade, irritabilidade, variações de humor e falta de concentração, e também sintomas físicos como ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual, urgência urinária, queda na libido, ressecamento da pele e cabelos, acentuação das rugas, insônia, dores de cabeça, enfraquecimento ósseo etc.

O início comum da menopausa se dá por volta dos 48/50 anos, mas algumas mulheres entram na menopausa numa idade menor. O risco de osteopenia e osteoporose (enfraquecimento dos ossos) aumenta no pós-menopausa, especialmente nas mulheres caucasianas de ascendência europeia.

A menopausa é um estágio natural da vida, não uma doença ou disfunção, e desta maneira não necessita automaticamente de nenhum tipo de tratamento. No entanto, quando os efeitos corporais são severos e prejudiciais, pode-se aliviá-los com a reposição hormonal e com fitoterápicos.

Na terapia de reposição hormonal um ou mais estrogênios, usualmente em combinação com progesterona, e algumas vezes com testosterona, são administrados para compensar a redução dos níveis destes hormônios no organismo. A reposição hormonal era o tratamento mais usado para os sintomas da menopausa até a publicação de dois estudos de larga escala, em 2002. Estes estudos, um realizado pela Women’s Health Initiative dos Estados Unidos, e outro pela Million Woman Study da Inglaterra, investigaram os efeitos da reposição hormonal na saúde de mais de um milhão de mulheres.

Os estudos demonstraram que o uso da reposição hormonal aumentava significativamente o risco de ataque cardíaco, ocorrência de trombos vasculares, acidente vascular cerebral e câncer de mama. Após a publicação destas descobertas, o órgão americano FDA (Food and Drug Administration) passou a recomendar que as mulheres que queiram usar a reposição hormonal, optem pela menor dose e tempo de tratamento possíveis. Estes estudos foram reavaliados e encontrou-se falhas, como por exemplo, a média de idade das mulheres era elevada, acima de 60 anos, pelo menos 10 anos acima da idade que as mulheres fazem a reposição hormonal, e onde aumenta naturalmente por conta da idade as doenças cardiovasculares e o câncer de mama. Outra falha importante foi o tipo de hormônio utilizado, Premarin (derivado da urina de éguas) e o Acetato de Medroxiprogesterona, que contribuiram para as alterações negativas nas mulheres demonstradas nos estudos.

Atualmente, os estudos indicam que os hormônios utilizados por via oral para a reposição hormonal da menopausa, necessitam de doses maiores para compensar a perda das transformações que ocorrem no fígado, possuindo portanto, mais chances de produzirem efeitos colaterais, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e câncer de mama e útero. Os hormônios base ou homólogos humanos, apresentam estrutura molecular igual aos naturais produzidos pelo organismo, apresentando maior compatibilidade e menos efeitos colaterais, por apresentarem a mesma estrutura molecular e serem aplicados diariamente por via transdérmica na forma de gel, acessando diretamente a corrente sanguínea sem passar pelo fígado, necessitando de doses menores para obter-se as respostas necessárias, e facilidade de ajustes das doses conforme a necessidade individual. Esses hormônios podem ser adquiridos em farmácias em sua forma industrializada, ou manipulada com doses personalizadas, porém devem ser prescritos pelo médico, que avaliará a necessidade, a possibilidade, e os riscos inerentes à administração de qualquer hormônio. Constitui contra-indicação absoluta à reposição hormonal a presença de câncer nos órgãos sensíveis aos hormônios da menopausa, mamas, útero e ovários, pois os hormônios podem acelerar o desenvolvimento dessas células.

Dr. Jorge Jamili acredita que a manutenção da saúde através da detecção e a correção precoce dos pontos fracos, de forma personalizada, com o ajuste do estilo de vida (alimentação, exercícios, equilíbrio emocional), utilizando fitoterápicos, hormônios base (quando necessário e possível), complementação nutricional com nutracêuticos (vitaminas, minerais, antioxidantes etc). e através de medicamentos químicos alopáticos como último recurso, pode proporcionar melhores resultados do que apenas a utilização de medicamentos alopáticos quando a pessoa já está doente. Manter a saúde e qualidade de vida com plenitude funcional, é melhor do que tratar uma doença estabelecida.