Obesidade e riscos à saúde

Todos sabem que os maiores causadores de mortalidade, tanto em homens como mulheres, são as doenças cardiovasculares e o câncer. Porém, poucos sabem que essas doenças fatais podem ser evitadas com o tratamento preventivo de suas causas.

A principal causa dessas doenças é a inflamação crônica subclínica, cujo principal vetor é a obesidade. A hipertrofia das células gordurosas, os adipócitos, produz uma série de substâncias mediadoras de inflamação e a perpetuação dos níveis de insulina, causando resistência insulínica. Esses fatores promovem mais obesidade, aumento do colesterol, pressão arterial e glicose, causando a síndrome metabólica, onde esses fatores interagem sinergicamente produzindo risco elevado de doenças cardiovasculares e câncer. A obesidade tem várias classificações de acordo com o IMC (Índice de Massa Corpórea), que vai de acima do peso até obesidade grau IV. Quanto maior o grau de obesidade, maior o risco de comorbidades decorrentes dela, porém, qualquer grau de obesidade pode aumentar os riscos de doenças.

Para emagrecer com saúde, e acima de tudo, manter-se magro, é necessário ouvirmos a natureza e a fisiologia, buscando o equilíbrio metabólico, tratando as causas do desequilíbrio com recursos naturais, e não apenas os efeitos com medicamentos. Esse conceito é essencial para termos um envelhecimento saudável. Não adianta utilizarmos a melhor dieta, o melhor medicamento ou o melhor treinamento físico. O importante é a mudança de estilo de vida, desintoxicando e evitando a inflamação crônica causada pela obesidade. Uma alimentação equilibrada, exercícios regulares, medicamentos quando estritamente necessário, equilíbrio emocional, e acima de tudo, a conscientização de que estarmos acima do peso pode representar risco à saúde.

O modelo de medicina praticado hoje em todo o mundo, privilegia o tratamento das doenças já estabelecidas, através de medicamentos com potencial de produzirem efeitos colaterais. Pior ainda, só trata-se a doença após os sintomas retratarem seu estado estabelecido, e até avançado. Não seria mais interessante e inteligente identificar os sinais e sintomas, sinalizando que já está ocorrendo um desequilíbrio, trata-los da forma mais natural possível, antes que se estabeleça a doença? Portanto, qualquer nível de obesidade, muito mais do que incômodo estético, é um sinal evidente de ameaça à saúde e qualidade de vida.

A Sociedade Brasileira para o Estudo da Fisiologia, SOBRAF, defende o modelo de medicina integrada preventiva regenerativa, baseado na identificação e correção dos desequilíbrios metabólicos, através da mudança dos hábitos e estilo de vida (nutrição, exercícios e equilíbrio emocional), nutracêuticos (nutrientes funcionais e vitaminas), fitoterápicos (medicamentos à base de plantas), equilíbrio hormonal através de hormônios isomoleculares (estrutura molecular igual à produzida pelo corpo humano), e medicamentos convencionais, quando houver estrita necessidade.

Dessa forma, prevenimos com eficiência as doenças tendo em vista a excelência metabólica, que é muito diferente de ausência de doenças. A saúde plena com qualidade de vida é o objetivo de todos, e não estarmos doentes não significa estarmos em nossa melhor forma. As mesmas medidas adotadas para prevenir as doenças, restauram o equilíbrio metabólico necessário para obtermos um envelhecimento saudável. Envelhecer não tem que ser sinônimo de adoecer, e sim a recompensa pelo que plantamos ao longo da vida, com plenitude, entusiasmo e felicidade.