Prevenção das Doenças Cardiovasculares e do Câncer, através do Controle da Inflamação Crônica Subclínica

Temos observado o aumento significativo das mortes por doenças relacionadas com a obesidade, principalmente o infarto, derrame e câncer. A relação entre a obesidade e as doenças cardiovasculares e o câncer é a inflamação crônica subclínica.

Este tipo de inflamação é diferente da inflamação aguda com sinais e sintomas clássicos como inchaço, vermelhidão e dor. A inflamação crônica subclínica não se apresenta clinicamente, mas aumenta gradual e progressivamente, o risco da geração e perpetuação das doenças crônicas degenerativas e do infarto, acidentes vasculares e câncer.

A inflamação crônica subclínica faz parte de um conjunto de condições conhecidas como Síndrome Metabólica, que é a maior causa de mortes em todo o mundo. Essas condições são: obesidade, dislipidemia (alterações dos níveis de colesterol), hipertensão arterial, estresse, diabetes, resistência insulínica (níveis elevados de insulina), alterações nos marcadores inflamatórios como PCR (proteína C reativa), homocisteína, TNF alfa, lipoproteína A, vitamina D, inadequados níveis hormonais e de vitamina D etc. A presença de alguns desses fatores, adicionados de um estilo de vida pouco saudável, com tabagismo, consumo exagerado de álcool e sedentarismo, formam uma equação de elevado risco de morte, principalmente pelo câncer e doenças cardiovasculares.

A prevenção e o tratamento da inflamação crônica subclínica vai muito além do que oferecer medicamentos para baixar o colesterol, a pressão arterial ou o açúcar no sangue. É necessária uma abordagem médica mais ampla e mudanças no estilo de vida. Dessa forma, através de uma visão integrada do ser humano, com menor intervenção medicamentosa e maior orientação em saúde, e também com a utilização de recursos terapêuticos mais naturais, como fitoterápicos e complementos ortomoleculares, pode-se tratar as causas e não os efeitos das doenças, sem os efeitos colaterais dos medicamentos, e sem a necessidade de intervenções como stents ou pontes de safena para desobstruir artérias.

A melhor parte dessa nova abordagem médica é que as mesmas medidas para tratar ou prevenir a inflamação crônica subclínica no futuro, promovem hoje melhor qualidade de vida. Saúde plena é muito mais do que não estar doente. É um estado no qual as suas capacidades, sentidos e metabolismo, em qualquer idade, se encontram em um nível máximo de atividade. Significa que o corpo, a mente e a energia estão harmonizados em seu máximo potencial, permitindo que cada segundo seja pleno e glorioso, e sua vida repleta de paixão e entusiasmo.

Em qualquer fase da vida podemos melhorar o condicionamento físico, mental, sexual, profissional e a vitalidade como um todo. Dessa forma, envelhecer não se torna sinônimo de adoecer, e sim a recompensa da sabedoria dos anos com a energia e o entusiasmo da juventude. Estamos vivenciando um novo momento da medicina, em que o médico terá a sua capacidade medida não mais pela eficácia com que cura doenças, e sim pela habilidade em manter as pessoas saudáveis, com plenitude funcional e qualidade de vida.