Queda da libido feminina

Alguns estudos apontam que até 30% das mulheres em idade fértil apresentam baixo interesse, desempenho sexual, dificuldade de atingir o orgasmo ou anorgasmia (ausência de orgasmo). Várias causas podem justificar este importante fator de queda da qualidade de vida das mulheres. Vamos citar alguns fatores e as formas de tratá-las para melhorar a vida sexual das mulheres e consequentemente de seus parceiros.

Anticoncepcionais orais

Voce já leu a bula dentro da caixinha do anticoncepcional jogada no lixo todos os meses? A lista dos efeitos colaterais será descrita abaixo, porém o mecanismo que os hormônios mais frequentemente utilizados nos anticoncepcionais modernos ditos de baixa dose, a drosperinona e o etinilestradiol, é inibir a produção própria dos hormônios. Estes medicamentos exercem eficiente inibição da ovulação e gravidez, porém, além dos efeitos colaterais descritos, promove inibição de todos os estímulos saudáveis que os hormônios sexuais produzem no organismo da mulher, dentre eles a libido. Os hormônios naturalmente produzidos pelo corpo da mulher – estradiol, progesterona e testosterona – são inibidos pelos anticoncepcionais, à níveis semelhantes aos da menopausa. Esses hormônios não têm a função exclusivamente reprodutiva, e exercem poderosa ação anabolizante e revitalizante em inúmeros órgãos e funções. Uma mulher com níveis de hormônios sexuais baixos, em qualquer idade, além da diminuição da libido, pode acelerar o envelhecimento de todos os órgãos e funções estimulados por esses hormônios. Ocorre a diminuição funcional e aceleração do envelhecimento da pele, coração, vasos sanguíneos, cabelos, músculos, ossos, cérebro (memória, velocidade de raciocínio, concentração, determinação), emoções (ânimo, bem estar, segurança, tranquilidade, sono de qualidade), enfim, ocorre a diminuição da vitalidade e desempenho global.

Se os anticoncepcionais orais não são a melhor opção para prevenir a gravidez indesejada, qual seria a alternativa?

Recomendo o uso de preservativos, DIU de cobre sem hormônios ou qualquer outro método de barreira, como o diafragma. O coito interrompido ou tabelas, são frequentemente falhos. Lembrando que tudo na medicina deve ser baseado em bom senso e na melhor relação custo x benefício. Mulheres onde há anemia grave por hipermenorréia (sangramento excessivo) o anticoncepcional oral ou o DIU com hormônios pode ser o método de escolha. Nos casos de endometriose ou ovários micropolicísticos, o anticoncepcional não trata o problema, mas diminui os sintomas, e poderá ser utilizado, dependendo da gravidade do quadro e se tratamento adequado estiver sendo mantido.

Outras variáveis além dos anticoncepcionais orais também precisam ser consideradas. O cansaço, depressão, baixa autoestima, qualidade do relacionamento afetivo, traumas emocionais, obesidade, anemia grave, abuso de álcool e drogas, período pós parto e amamentação, antidepressivos, hipnóticos (medicamentos para dormir), ansiolíticos (calmantes), e finalmente, outras causas hormonais. Sempre considerar também o aspecto afetivo com o parceiro, que na mulher conta muito.